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Sexta-feira passada, à noite, a Câmara de Americana mobilizou vários funcionários, com pagamento de hora extra, para que o presidente da Fiesp, Paulo Skaf (PMDB), recebesse o título de Cidadão Americanense. A honraria, iniciativa do ex-vereador Luiz Antonio Crivelari (PR), foi concedida há sete anos, em 2000. O homenageado demorou 2.555 dias para vir buscar o diploma.

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A noite começou de forma torta. Na hora da execução do Hino Nacional, constrangimento porque o áudio demorou para funcionar. No vídeo anunciado de uma mensagem deixada pelo deputado estadual Chico Sardelli (PV), novamente problemas técnicos e ninguém ouviu nada do que o parlamentar dizia sobre o homenageado.

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No decreto da honraria está escrito: “Pelos relevantes serviços prestados a Americana”. Quatro pessoas discursaram no evento – Alfredo Ondas (PMDB), Omar Najar (PMDB), Fernando Giuliani (PMDB) e o autor do título. Nenhum deles citou qualquer “serviço relevante” que Paulo Skaf fez para o município.

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Em seu discurso, Skaf agradeceu e preferiu falar de sua viagem ao Vale do Silício, de novas tecnologias, de modernidade, de futuro. Sobre Americana, ele não sabe quase nada.

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Quem estava no plenário ou quem assistiu pela TV Câmara – isso mesmo, teve transmissão ao vivo! – percebeu que, durante a execução do Hino de Americana, Paulo Skaf manuseava papéis e conversava com assessores. E, para fechar com chave de ouro, ele foi embora e esqueceu de levar a bela placa prateada que custou dinheiro público.

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Quando a honraria foi aprovada, em 2010, a cidade tinha apenas 13 vereadores e todos votaram a favor do oba-oba com o presidente da Fiesp e eterno candidato a prefeito, governador e até a presidente da República. Além de Crivelari, votaram pela homenagem: Cauê Macris, Adelino Leal, Celso Zoppi, Antonio Carlos Sacilotto, Divina Bertália, Leonora do Postinho, Luciano Correa, Marco Antonio Alves Jorge, Odair Dias, Oswaldo Nogueira, Paulo Chocolate e Reinaldo Chiconi.