Autor do da lei que autoriza Americana garantir ressarcimento das despesas relativas aos atendimentos médicos e hospitalares nas unidades de saúde junto às concessionárias de rodovias, o vereador Rafael Macris (PSDB) criticou ontem fortemente o fato das empresas ingressarem na Justiça para questionar a proposta. Rafael aproveitou o tempo de liderança do seu partido para criticar a posição das concessionárias, inclusive a Autoban, que teve lucro líquido de R$ 1,8 bilhão em 2017.  “O deferimento de liminar não significa julgamento de mérito. Porém, acho um absurdo as concessionárias, que ganham tanto dinheiro à custa do contribuinte, não quererem arcar com uma despesa que é de responsabilidade delas. O custo médico dessas pessoas de fora do município fica exclusivamente para Americana, trazendo uma dificuldade, prejudicando o sistema municipal de saúde”, afirmou. O vereador tucano aproveitou para criticar a postura tomada pelas concessionárias. “Lamento muito a postura da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias de judicializar um assunto que busca única e exclusivamente garantir que as contas do Hospital Municipal sejam mais equilibradas e que haja uma responsabilidade compartilhada com relação aos casos encaminhados ao hospital provenientes de acidentes nas estradas. A situação da saúde no nosso município não é boa e esta lei oferece condições de igualdade e contribui diretamente para o custeio do HM, que recebe em torno de 700 mil reais por mês do SUS e custa em torno de R$ 6,5 milhões. Americana contribui com o atendimento dessas vítimas e as concessionárias contribuem com as despesas. A população já paga caros pedágios e precisa ter um retorno quanto a isso, principalmente na área da saúde”.